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La danza como ocio y recreación de los niños y adolescentes socialmente
desfavorecidos A DANÇA COMO LAZER NA VIDA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
SOCIALMENTE DESFAVORECIDOS Jaqueline
Castro de Faria[1] Alba Pedreira
Vieira1 Maristela
Moura Silva Lima1 14 ENAREL. 13 a 16 de Noviembre de 2002. UNISC. Santa Cruz do Sul – RS. Brasil. |
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RESUMEN EL objetivo fue comprender como el profesor que actúa en la enseñanza
de la danza como vivencia de ocio y recreación percibe su papel en la formación
del alumno económicamente desfavorecido en la educación no-formal. Se justifico
en la medida que desveló como los profesores de danza, actores participantes
de este proceso, perciben su papel, lo
que permitió conocer y comprender mejor
la actuación, valores y creencias que orientan la práctica de la enseñanza de
la danza como uno de los contenidos culturales del ocio y la recreación. También
se mostró importante porque nos allegó conocimientos y comprensiones necesarios
para fundamentar intervenciones y transformaciones. El análisis de los datos
nos indicó que la danza se relacionó con evasión, ocio y recreación, status,
esperanza de una vida mejor, diversión, valorización, auto-estima, reconocimiento
personal. Ninguna de estas percepciones debe ser ignorada, muy al contrario,
deben ser valorizadas en el sentido de atender a varios intereses y necesidades.
El profesor, sensible a su papel como educador, debe utilizar esos intereses y
necesidades estableciendo una conexión entre la danza, el ocio y la recreación,
el sujeto y la sociedad. Sugerimos que la danza como ocio y recreación debe
ser trabajada como forma de deconstruir/construir nuevos conocimientos, llevando
a la reflexión que posibilite una visión más crítica sobre el mundo en que se
vive. RESUMO O objetivo foi
compreender como o professor que atua no ensino da dança como vivência de
lazer percebe o seu papel na formação do aluno economicamente desfavorecido
na educação não-formal. Justificou-se à medida que desvelou como os
professores de dança, atores participantes desse processo, percebem o
seu papel, o que permitiu conhecer e compreender melhor a atuação,
valores e crenças que norteiam a prática do ensino da dança como um dos
conteúdos culturais do lazer. Também se mostrou importante porque nos trouxe
conhecimentos e compreensões necessários à fundamentação de intervenções e
transformações. A análise dos dados nos indicou que a dança relacionou-se com
fuga, lazer, status, esperança de uma vida melhor, diversão, valorização,
auto-estima, reconhecimento pessoal. Nenhuma destas percepções deve ser
ignorada, muito pelo contrário, devem ser valorizadas no sentido de atender a
vários interesses e necessidades. O professor, sensível ao seu papel como
educador, deve utilizar-se desses interesses e necessidades estabelecendo uma
conexão entre a dança, o lazer, o
sujeito e a sociedade. Sugerimos que a dança como lazer deva ser trabalhada
de forma a desconstruir/construir novos conhecimentos, levando à reflexão que
possibilite uma visão mais crítica sobre o mundo em que se vive. INTRODUÇÃO O acesso à dança
como um dos conteúdos culturais do lazer nesse nosso país tão cheio de
contradições sociais, marcado pela desigualdade, preconceito, discriminação,
violência, miséria, fome e outros, fica restrito a grupos sociais mais
favorecidos que, devido às suas condições financeiras, podem freqüentar
escolas de dança. Na cidade de Viçosa - MG o cenário é um pouco diferente. A
Prefeitura Municipal de Viçosa, através de sua Secretaria de Cultura, criou
em 1993 o Centro Experimental de Artes (CEA), oferecendo a crianças e
adolescentes vinculados à rede pública de ensino e entidades filantrópicas,
várias atividades artísticas no seu tempo de lazer, dentre elas a dança. Este
projeto tem como objetivo "integrar através da cultura as crianças e
adolescentes carentes da comunidade ao patrimônio sociocultural como processo
de resgate e exercício da cidadania." (PMV/SCELP, 1999) Este projeto
oferece, no total, 1000 vagas aos alunos das escolas municipais e entidades
filantrópicas que não são obrigados a participarem, não há uma imposição, mas
sim, uma oportunidade de entrar em contato com vários tipos de linguagens
artísticas. São diversas oficinas: dança, arte terapia, musicalização e
flauta, fantoches de circo, circo, coral, hip-hop, teatro, artes plásticas,
banda, capoeira, contadores de estória e desenho artístico. Todas as oficinas
funcionam fora do contexto escolar, tanto em termos de horário, como quadro
de pessoal e espaço físico. Quando este Centro foi criado, a intenção era
reunir em um único espaço todas as oficinas, porém não havia infra-estrutura
física para isso. A oficina de dança funciona em uma escola de dança da
cidade - Núcleo de Arte e Dança, única escola da cidade que possuía estrutura
tanto física como em relação a professores capacitados para ministrarem aulas
de dança. Aos alunos foram oferecidos os mesmo estilos de dança praticados
nesta escola: Ballet Clássico, Jazz e Dança de Rua. A oficina de dança atende
atualmente 250 alunos entre crianças e adolescentes, um número ainda reduzido
frente aos 5000 alunos matriculados na rede pública de ensino. Nesses dois
últimos anos de trabalho (2001/2002) levantamos vários questionamentos sobre
o assunto em questão: qual é o nosso papel como professores de dança como uma
possibilidade de lazer, considerando a situação sócio-econômica dos alunos?
De que forma a dança pode contribuir efetivamente com sua formação integral
como cidadãos? A partir destes
questionamentos, buscamos nessa pesquisa reflexões e caminhos para fazer com
que a dança contribua de forma eficaz na construção da cidadania dessas
crianças e adolescentes. A perspectiva é que a dança assuma um compromisso
com o direito que esses sujeitos têm à vida cultural plena, ao lazer com
qualidade, direito a participar como sujeitos no processo de formação e
transformação social, baseando-se numa visão crítica da dança e do lazer. Um estudo que se
propôs a aprofundar os conhecimentos sobre o papel do professor de dança como
possibilidade de lazer na formação do aluno economicamente desfavorecido,
mostrou-se relevante à medida que foi desvelando como os atores participantes
desse processo percebem esse papel. Tal investigação foi pertinente pois
permitiu conhecer e compreender melhor sua atuação, valores, crenças e outros
que norteiam a prática de ensino da dança. Portanto, esse estudo é importante
porque nos trouxe conhecimentos e compreensões necessários à fundamentação de
futuras intervenções e transformações. Este estudo
tornou-se ainda mais relevante ao permitir uma reflexão dos conhecimentos
aqui adquiridos, possibilitando a
busca de novos caminhos, novas formas de atuação que tornem significativos o
trabalho realizado por estas oficinas que há nove anos tem dado oportunidade
às camadas mais desfavorecidas da cidade de Viçosa – MG, de fruir, usufruir e
conhecer melhor a dança nos seus momentos de lazer. Essa pesquisa
pôde também contribuir com a construção do conhecimento em relação à dança
como lazer no ensino não-formal. Esse aspecto é de fundamental importância
tendo em vista a reduzida freqüência no Brasil de pesquisas estruturadas de
forma a integrar esses dois elementos. A maioria das investigações encontrada
e disponível, discorre sobre a dança no ensino formal, ou seja, na escola e
não no tempo de lazer. Entendendo que a
Educação acontece não só na escola, mas a todo o momento e em qualquer lócus
e em todo o tempo, principalmente nos momentos de lazer; considerando que a
dança no Brasil é ensinada principalmente em escolas informais de ensino
(Estúdios, Academias, Centro de Artes, Clubes e outros), vislumbramos outro
forte argumento a embasar a realização desse trabalho que articula dança/lazer/educação/papel
do professor/ensino não-formal. Portanto, o nosso objetivo é compreender como
o professor de dança percebe o seu papel na formação do aluno economicamente
desfavorecido[2] no ensino não-formal. METODOLOGIA E PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A metodologia
adotada baseou-se na Pesquisa Qualitativa Pós-positivista Interpretativa
(GREEN et all., 1999) por ser mais apropriada ao se trabalhar com temas
subjetivos como a arte, a dança, o lazer e a educação. O procedimento
metodológico em questão foi a aplicação de entrevista a quatro professores de
dança que trabalham diretamente com as crianças e adolescentes socialmente
desfavorecidos nas oficinas de dança do Centro Experimental de Artes da
Prefeitura Municipal de Viçosa - MG. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS DADOS O que esses
participantes/alunos buscam nas vivências com a dança? Acreditamos que tanto
os meninos quanto as meninas deste projeto buscam a sua valorização como sujeitos. Cidadãos com o direito de
também participar da vida cultural de sua cidade, de poder fazer parte de um
mundo, que se encontra perto fisicamente mas longe de suas possibilidades. Apesar
de estar falando por seus alunos, a fala do entrevistado D pode estar
expressando o que realmente estes alunos acham da dança. Ele também tem uma
trajetória de vida marcada por desigualdades sociais, conflitos familiares e
dificuldades financeiras, semelhante aos alunos do CEA. Segundo este
entrevistado os alunos vêem a dança como: “uma opção de vida melhor para eles ..., a diversão,
a cultura ... aqui eles se soltam, fazem amizades, às vezes namoram". Interpretamos
que essa busca por uma vida melhor, por diversão, por amizades, está
relacionada com as dificuldades que enfrentam, devido às poucas oportunidades
para a diversão e lazer com qualidade. Esse fato é agravado, muitas vezes,
pela inserção precoce no trabalho, levando-os a desfrutarem muito pouco de
sua infância e adolescência. Já que para eles a dança é uma forma de
lazer, que este seja tratado como um
processo educativo, considerando as potencialidades dos alunos para o
desenvolvimento pessoal e social, contribuindo para a compreensão da
realidade visando superar o conformismo, pela criticidade e pela criatividade
(MARCELLINO,1999). Para este mesmo autor, o reconhecimento do lazer como
processo educativo pode ser entendido: "como um
instrumento de defesa contra a homogeneização e internacionalização dos
conteúdos veiculados pelos meios de comunicação de massa, atenuando seus efeitos,
através do desenvolvimento do espírito crítico" (p.160). Ao serem
questionados sobre suas próprias percepções do que é dança, percebe-se também
diferentes visões: “Tem que ser
simétrico ...linear, dentro dos padrões."(entrevistado C). Não é de estranhar
essa visão de dança como uma técnica, a dança para muitos é sinônima de
Ballet. MARQUES (1999) enfatiza que o Ballet Clássico acaba representando um
ideal fortemente enraizado de Arte, de ensino, de corpo e de mulher que
permeia o pensamento educacional na área de dança no mundo ocidental. Uma dança que
busca nos corpos unicamente uma técnica a ser alcançada, ainda está arraigada
numa visão iluminista: o corpo deve ser técnico, clássico, individual e
virtuoso. Não que a técnica não seja importante, mas concordamnos com MATOS (2000) que o
problema é quando esta é apresentada como uma única forma e estrutura central
de uma proposta de ensino, em detrimento de outras possibilidades de
construção de conhecimento em dança. MARQUES (1997) complementa que, pensar
em dança como uma técnica em si mesma, desvinculando-a da realidade social
dos sujeitos em questão, poderá torná-la verdadeira prisão dos sentidos, das
idéias, dos prazeres, da percepção e das relações que se pode traçar com o
mundo. Para Foucault citado
por CARVALHO (1997), esta técnica, esta disciplina, estabelece no corpo o elo
coercitivo entre uma aptidão aumentada e uma dominação acentuada. A coerção
expulsaria o "homem livre", espontâneo e criativo, capaz de se
rebelar, para dar lugar ao "homem domesticado", sem liberdade,
alienado, dócil e submisso. Para o
entrevistado D, classe baixa, poucas oportunidades na vida, ex-aluno da
antigo FUNABEM (Fundação do Bem Estar do Menor), onde era considerado
“marginal” (conforme suas próprias palavras), a dança não tinha importância
quando entrou para esse projeto. Porém após participar das aulas de dança: “hoje, vejo que
é uma forma legal e divertida de viver, um jeito também de você se expressar
para o mundo que você existe, se você dança, você já é alguém, mal ou bem
você é alguém importante para compor aquele grupo" A dança nesta
perspectiva é encarada como um processo de conquistas, de reconhecimento, de
aceitação dentro do grupo, de sentir-se sujeito no mundo e com o mundo, de
fazer parte de uma equipe, de sentir-se como um cidadão, já que ele teve
ampliada a auto imagem de uma forma
considerada positiva pela sociedade. Os que estão
iniciando podem realmente buscar na dança um momento de lazer, divertimento,
já citado anteriormente e reforçado aqui pelo entrevistado A, ... "um momento de lazer, de
divertimento, que ele vem aqui brincar seriamente", já o
entrevistado C tem uma visão utilitarista da dança ao afirmar que esta possa
ser uma ... "... forma de sair do
vício, uma ocupação para ele não ficar usando droga, ficando na rua sem fazer
nada, perambulando, se prostituindo." Esta visão
utilitarista não pode ser desconsiderada, porém não deva ser priorizada.
Deve-se priorizar na dança uma perspectiva educativa, como defendem vários
autores, baseada na realidade social, no contexto de vida. Dessa forma, a
dança pode ser reorientada no sentido de formar para o exercício da cidadania
plena, cidadania esta entendida como a competência humana de fazer-se
sujeito, para fazer história própria e coletivamente organizada (Demo citado
por OLIVEIRA, 1997). Ou seja, de buscar caminhos que levem estes alunos a
refletirem sobre a vida que levam, de não aceitar a imposição de valores e
regras, de unirem forças e lutarem por melhores condições de vida, uma vida
digna, com direito à liberdade, à justiça, à igualdade. O envolvimento destas
pessoas com drogas, violência, roubo, prostituição não é simplesmente porque
querem assim, mas é o reflexo do descaso de nossa sociedade com essa camada
da população. O nível de desemprego é grande, agravado pela falta de
conhecimento, capacitação para fazer parte do mercado de trabalho. Uma
educação básica, gratuita e de qualidade ainda é uma utopia, aliado a isso, o
nosso sistema público de saúde fica muito a desejar. Concordando com
o pensamento de Demo, afirmamos que uma cidadania plena é aquela que nega a
cidadania assistida, de viés assistencialista, a cidadania tutelada, aquela
conferida como uma dádiva da elite. Todo e qualquer programa que funcione
como um paliativo, no fundo, este tipo apenas mascara os problemas
existentes, pois a partir do momento em que cessa este programa todos os
problemas vêm à tona. Não há uma preocupação real com a transformação da
realidade das pessoas assistidas, os objetivos deste tipo de programa são na
maioria das vezes, atingir um maior número possível de pessoas com menor
custo e muitas vezes apresenta forte cunho político, ou seja, o projeto
assistencialista "dá o peixe mas não ensina a pescar". Como foco deste
estudo, os entrevistados foram interrogados quanto ao seu papel na formação
destes sujeitos. Para a maioria, o seu papel é visto como “exemplo a ser
seguido” por estes alunos, mas
percebemos que eles têm dificuldade
em avaliar o papel do professor na formação destes alunos. Talvez, o motivo seja o tipo de trabalho realizado há muito
tempo, que se cristalizou de tal forma que os fazem ter um olhar unilateral,
ou então, a própria formação desses profissionais, que está atrelada ao
ensino tradicional, desvinculado do compromisso de construção de uma
realidade democrática e justa. Mesmo os professores que passaram, ou passam
pelo ensino universitário, tem dificuldade de um olhar mais crítico porque a própria
universidade, muitas vezes, é mantenedora deste ensino tradicional e
tecnicista. Além disso, estes próprios professores são frutos do ensino da
dança que visa principalmente a técnica desvinculada do contexto de vida,
assim, nem mesmo eles são capazes de
refletir sobre suas próprias realidades de maneira a promover
transformações. Quais são as
mudanças que esses professores vêm em seus alunos após participarem das aulas
de dança? Para o entrevistado A, que acompanha o projeto desde sua criação,
há nove anos as mudanças são significativas, pois aqueles alunos
marginalizados, tratados de forma desumana, sem identidade, que chegavam
quebrando tudo e que não respeitavam os professores, já não o fazem mais.
Vê-se como a forma de tratar os alunos faz uma diferença em suas vidas,
chamá-los pelo próprio nome, mostrando-lhes que têm identidade, que são
alguém, os faz sentir-se seguros, valorizados como sujeitos, melhorando a sua
auto-estima. Com estas atitudes, cria-se laços de amizade, afetividade,
integração, respeito, que muitas vezes não têm na família e até mesmo na
escola formal. Todos vêem uma
possibilidade de mudança individual mas não há na fala deles uma visão mais
ampla, de uma mudança efetiva de forma a poder agir coletivamente em suas comunidades. GONÇALVES (1984)
enfatiza que: "a sociedade atual necessita de uma educação
que não pretenda adaptar o indivíduo à realidade existente, nem busque o
desenvolvimento de sua personalidade de forma dissociada da vida social. Ao
contrário, na nossa civilização desumana e cheia de contradições, a educação
deve orientar seus objetivos para a vida real, concreta, em que o
desenvolvimento da personalidade se dê de forma integrada com o projeto de
transformação da sociedade” (p.125). Assim, devemos
estar atentos para trabalhar com nossos alunos processos que não inculquem
valores e normas de comportamento desejáveis da sociedade hegemônica, ou
seja, não reproduzir a ideologia da classe dominante. Mas sim, permitir que
eles encontrem suas próprias vozes, valores, validem seus sentimentos e
busquem mudanças pessoais e sociais. CONCLUSÃO Pela análise das
entrevistas concluimos que a dança configura-se de várias maneiras,
intimamente relacionada com a história de vida de cada pessoa, como fuga,
lazer, status, esperança de uma vida melhor, diversão, valorização,
auto-estima, reconhecimento. Nenhuma destas percepções deve ser ignorada,
pelo contrário, deve ser valorizada no sentido de atender a vários interesses
e necessidades. O professor, sensível ao seu papel como educador, deve
utilizar-se desses interesses e necessidades estabelecendo uma conexão entre estes
aspesctos, a dança, o lazer, o
sujeito e a sociedade. Difícil é romper
com o processo de petrificação que se formou em torno do ensino da dança como
possibilidade de lazer. Um ensino que sempre contribuiu para a manutenção de
corpos dóceis, alienados à realidade, que se comportam como quer a minoria
dominante, que reflete o sistema
econômico e político operante. Este tipo de ensino é tão internalizado que
faz com que os próprios professores tenham uma visão tão restrita de seu
papel na formação dos alunos. Não há uma preocupação em estabelecer uma
relação com a realidade deles. Percebe-se que
também as políticas sociais acabam refletindo o modelo político e econômico
em vigor. São de cunho assistencialista, cujo objetivo é atender a um número
maior de pessoas, sem uma preocupação em resolver os problemas existentes. Na
verdade, muitos programas mascaram os
desafios mas não buscam superá-los, assim que cessam as intervenções, os
problemas vêm à tona. De acordo com as
interpretações feitas neste estudo, percebemos que algumas mudanças seriam de
suma importância ao se trabalhar com crianças e adolescentes desfavorecidos
econômica e socialmente. Estas mudanças referem-se tanto à práxis do
profissional de lazer que trabalha com a dança para que maior conhecimento
sobre/da dança, como também maior informação sobre o que está acontecendo em
nossa sociedade em todas as esferas históricas. Analisando, criticando,
contextualizando, buscando uma proposta de uma dança mais humanizadora que
leve em consideração o contexto de vida dos alunos, é um dos caminhos para
que haja uma articulação entre o que está sendo trabalhado e a realidade
deles. Dessa forma, promovendo, estimulando e instigando uma reflexão sobre
os contextos trabalhados, possibilita a ampliação da visão crítica sobre o
que está acontecendo ao seu redor promoção de mudanças necessárias. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARVALHO, Nazaré
Cristina. Criança, escola e ludicidade: alguns aspectos que permeiam e
dificultam esta relação. In: IX ENAREL
- Encontro Nacional de Recreação e Lazer. Belo Horizonte: UFMG/EEF/CELAR,
1997. GREEN, Jill
& STINSON, Susan W. Postpositivist
research in dance. In: RESEARCHING DANCE - EVOLUING MODES OF INQUIRY -
Pittsburg Press, 1999. GONÇALVES, Maria
Augusta Salin. Sentir, pensar, agir
- corporeidade e educação. Campinas, SP: Papirus, 1984, 196p. MARCELLINO,
Nelson Carvalho. Lúdico, educação e
educação física. São Paulo: Papirus, 1999. MARQUES,
Isabel. A dança criativa e o mito da
criança feliz. Revista Mineira de
Educação Física . Viçosa, v.53,
n. 1, p. 28-39, 1997. MARQUES, Isabel.
Ensino de dança hoje: textos e
contextos. São Paulo: Cortez, 1999 OLIVEIRA, Marcus
Aurélio Taborda e OLIVEIRA, Luciane Paiva Alves. A educação física na
perspectiva da construção da cidadania. In: X Congresso Brasileira de
Ciênicas do Esporte, 1997, Goiânia. Anais,
v. 1, 1997. PMV. Projeto de
Ação Sócio-educativa. Centro Experimental de Artes, Secretaria de Cultura,
Esporte, Lazer, Turismo e Patrimônio. Prefeitura Municipal de Viçosa. Viçosa,
1999. |
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| Red Latinoamericana de Recreación y
Tiempo Libre | Red Nacional de Recreación |
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Fundación Colombiana de Tiempo Libre y
Recreación / FUNLIBRE |
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[1] Membros do Grupo
de Pesquisa Transdisciplinar em Dança.
Endereço para contato: Av. Bueno Brandão, 220 apt. 101. Centro –
Viçosa/MG.
Telefone: 31 3899 1810. email: apvieira@ufv.br
[2] - Para este estudo, considera-se como situação econômica desfavorecida, famílias formadas por 04 pessoas com uma única fonte de renda, recebendo em média de uma a uma salário e meio.